curiosidades · Viagens

Aventura em pedais: De Montevidéu ao Chuí

 

Post escrito pela amiga, leitora e agora Colaboradora Kariane Eliza.

Sou uma amante da bicicleta e de tudo aquilo que ela proporciona: a saúde melhora, o corpo ganha formas, a endorfina circula, sem contar as belas paisagens, banhos de cachoeira e pôr do sol encantadores. Pois bem, uma vez pesquisando sobre esta minha paixão e seu universo, li o relato de um casal que pedalou de Chuí/RS até Montevidéu/UY e fiquei APAIXONADA pela viagem deles. Uma vez que esta não saiu da minha cabeça, comecei a comentar (com intenções de convite) com alguns amigos que também desfrutam deste prazer: pedalar!
Sendo assim, em setembro, enquanto fazia um maravilhoso trekking pelas montanhas catarinenses (sim, tb amo montanhas), conheci dois rapazes muito especiais: O Eduardo e o Tiago. Conversa vai, conversa vem, chegamos ao assunto de bicicleta, pedalar, viajar, etc. Eu comentei com eles sobre o Uruguai e, pronto! Marcamos pra janeiro. Só faltariam os detalhes da logística, pois o desejo da viagem já havia nos conquistado.
Pra minha sorte e do Tiago, o Edu é administrador e dominador do mundo das planilhas. Organizou tudo o que precisaríamos e começamos a planejar a nossa biketrip.
Partimos de Florianópolis no sábado dia 14 de janeiro, 15h15m com destino a Montevidéu, de ônibus. Previsão de 20 horas de viagem.

A ideia era voltar para o Brasil de bicicleta, até o Chuí, e pegar um ônibus para voltar às nossas cidades. Durante o percurso, ficar acampados e em Hostel, pedalando uma média de 50km por dia.
1° dia

Chegamos na capital Montevidéu às 11h do horário local. Os meninos, completos cavalheiros, montaram as bicicletas que vieram desmontadas dentro de caixas e mala bike, trocamos uns reais em pesos uruguaios numa casa de câmbio da Rodoviária Tres Cruces e seguimos para o Hostel Compay. Caminhamos pela Rambla de Montevidéu e achamos um restaurante para almoçar, onde o garçom nos disse que pagando em cartão de crédito teríamos desconto de 20 por cento, pois somos estrangeiros e não precisamos pagar o imposto local.17475446_1269355586484537_1069584415_o.jpg

2° dia

Saímos de manhã com nossas bicicletas rumo ao letreiro de Montevidéu que fica na Playa Pocitos. O vento é bem forte e nos obrigava a pedalar mesmo descendo uma ladeira. O letreiro é aquela loucura, pessoas se metendo na sua foto, sem respeitar a fila, como qualquer outro… Depois voltamos ao Hostel pelas Ramblas e fomos parando em pontos que achamos interessantes. E digo uma coisa, é tudo muito lindo! No hostel encontramos um trio de argentinos que partiu para fazer o mesmo percurso que nós. Desejamos boa sorte e o frio na barriga aumentou. No dia seguinte, seríamos nós.17474162_1269357499817679_2145385200_o.jpg

3° dia

Start! Começamos a pedalar! Encontramos no Hostel, um italiano, Stefano, com quem fizemos amizade e nos acompanhou neste primeiro dia, de Montevidéu até Atlântida. Fomos pela Ruta Interbalnearia, 40km com tempo nublado e chuviscos. Stefano seguiu viagem sozinho, creio que até Piriápolis. Paramos em La Ponderosa Camping, lugar muito legal, com piscinas e uma bela praia. O pôr do sol e o nascer no outro dia foram incríveis. A noite assamos o famoso chorizo, muito bom por sinal.17439580_1269359136484182_2076886807_n.jpg

4° dia

Saímos bem cedo às 7 h. Seguimos pela mesma Ruta Interbalnearia até conseguirmos entrar na ruta 10 em Solis, um balneário onde a arquitetura chama muito a atenção pela beleza. Passamos pela costa até cruzar Piriápolis e chegar no Hostel Jam, no balneário de Costa Negra. Ao todo foram 5h de pedal e 60km, vários momentos de vento contra, algumas subidas bem fortes e um sol escaldante. Bobeei um pouco com o protetor solar e levei um TORRÃO nos braços e nas pernas. NÃO façam como eu, por favor! A cidade de Piriápolis é muito bela, muita cultura em todos os lados. O balneário de Costa Negra tem como premissa a sustentabilidade. Há muito verde e é perceptível que as construções visam baixo impacto ambiental. 17439761_1269359326484163_209182772_n.jpg

5º dia

Saímos cedo também, rumamos em direção à Punta del Este, com uma parada em Punta Ballena para conhecer  Casapueblo, a antiga casa de verão do influente artista plástico e arquiteto uruguaio Carlos Páez Vilaró . É um dos cartões postais do país e que eu considerava um lugar para conhecer antes de morrer! O preço da entrada é em torno de 30 reais e você visita o museu, conhece algumas obras e desfruta de uma vista incrível. Saímos de Casapueblo após o meio dia (pra evitar um novo e temido torrão) e pedalamos mais 15km até chegar no Hostel del Puerto em Punta del Este. A cidade é cara – mas com muitas opções de gastronomia – além de muito bonita, organizada, limpa e você se depara a todo momento com carrões. Durante o resto do dia conhecemos a praia, passeamos no calçadão e apreciamos o pôr do sol. Aqui também fica o famoso Casino Conrad, que tem entrada franca e eu achei bem interessante conhecer.17495396_1269878186432277_1827047369_n.jpg

A AVENTURA CONTINUA NO PRÓXIMO POST…

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