blog todachique

E a aventura em pedais continua…

6º dia

Durante o dia fomos a praia novamente, conhecer o famoso cartão postal Los Dedos e passeamos pela cidade. Neste dia também discutimos bastante sobre o que fazer para chegar no nosso próximo destino, que seria La Paloma. No meio do caminho fica a Laguna de Rocha e pretendíamos atravessá-la de barco, para não termos que dar a volta na Laguna, tendo que pedalar algo em torno de 120km. O Edu fez uma ligação para uma Senhora chamada Olga, que mora em um vilarejo de pescadores do outro lado dessa laguna (encontramos previamente na internet) e marcamos para sermos atravessados de barco. Saímos então de Punta del Este no fim da tarde em direção a Laguna, com muito vento contra, o que se tornou bem cansativo. Pedalamos 45km, passamos por José Ignácio, onde encontramos mais dois ciclistas argentinos que seguiam o mesmo caminho que o nosso. Eles, porém, tiveram que esperar por ali até amanhecer, pois estavam sem os equipamentos de iluminação. Como estávamos equipados, seguimos viagem e quando já eram quase 22h, paramos próximo a localidade de El Caracol para acampar ao lado da Ruta 10, que de agora em diante é de barro até chegar na Laguna de Rocha. Acampamos ao ar livre, não havia postes de energia, nem residências próximas, tampouco movimento de carros…Into The Wild rsrsrsrs17496206_1269359729817456_439854701_n

7º dia

Acordamos assim que o sol raiou para pedalar os restantes 35km que faltavam até a Laguna de Rocha. Tínhamos 3 horas para concluir o percurso. Logo no início furou um pneu da minha bike. Trocamos e seguimos adiante. Chegamos na Laguna de Rocha exatamente no horário combinado, 8h da manhã. A Laguna em si é um muito linda e quando a maré está alta ela se encontra com o mar e alguns animais adentram na Laguna e ficam presos com a baixa da maré, como é o caso das águas-vivas, que devido a água doce, perdem o seu veneno. Após atravessar a Laguna, pedalamos por mais 12km até chegar em La Paloma, um balneário bonito  e sem a ostentação de Punta del Este. Durante o dia curtimos a praia e visitamos o farol que existe na cidade.17499631_1269360263150736_1598504181_o.jpg

8º dia

Pedalamos 50km para chegar em Cabo Polonio. Logo na entrada tem uma rodoviária, onde você deve estacionar o seu carro/bicicleta/moto, o que for, e pagar uma diária de estacionamento pelo tempo em que ficar na cidade. Dali ocê tem duas opções, seguir a pé pela areia até a vila de Cabo Polonio (8km de areia e sol escaldante) ou pagar pelo transporte em caminhões 4×4, que foi o que fizemos. O lugar é um parque nacional, com uma vila que parece ser em sua maioria habitada por hippies (a-do-rei). Não há energia elétrica, cada residência deve gerar a sua própria. A praia é de rara beleza, existe um farol que pode ser visitado e você pode observar leões e lobos marinhos bem de perto. 17467480_1269360729817356_1123269001_n

9º dia

Saímos de Cabo Plonio no primeiro caminhão que havia no dia. Chegamos na rodoviária, pegamos as bikes e pedalamos mais 60km até chegar em Punta del Diablo, a última parada no Uruguai. Um balneário lindo, e por ser próximo ao Brasil, ele já se torna mais barato e você consegue achar algumas comidas mais parecidas com as nossas. Durante o dia aproveitamos a praia e a noite fomos em um bar comer uma porção de qualquer coisa, conversar e por ter som ao vivo, estava cheio de gente e muito animado.17505668_1269360723150690_1657878527_n.jpg

10º dia
Pela manhã, pedalamos 12km pela Ruta 9 até chegar a Fortaleza de Santa Teresa, que é mantida pelo exército, possui camping, praia e a visitação da Fortaleza. O lugar é recheado de história e a Fortaleza é gigante. Depois foram mais 32km até Chuy, na fronteira com o Brasil. A cidade é cheia de lojinhas e vendedores ambulantes, além do Free Shop, onde compramos algumas coisas mais baratas que no Brasil e lembrancinhas para quem estava nos esperando em casa (tipo alfajor).  Fomos até a rodoviária e compramos a passagem de volta para Florianópolis na mesma empresa que nos levou até Montevidéu. Passamos grande parte do dia na rodoviária, que aliás, tem uma estrutura bem precária.  Mais algumas horas de ônibus e chegamos em Florianópolis, onde nos despedimos e cada um voltou pra sua cidade.17693187_1276343185785777_1369381098_o

Devo dizer que foi uma experiência incrível onde eu agradecia o tempo todo por estar vivendo. Muita gente me pergunta sobre o cansaço e eu digo que cansei muito mais com a ida e a vinda, todas aquelas horas nos ônibus do que pedalando. Isso não significa que não foi cansativo. Pra quem se interessar em fazer, precisa de algum preparo físico. Mas voltei muito mais feliz do que cansada!

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Beijos e até a próxima aventura!

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